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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dízimo: Celebração da Redenção



É impossível discutirmos a fundo as questões da nossa vida financeira e da nossa contribuição ao Senhor sem entendermos o que é a Redenção. No Livro do profeta Malaquias, no clássico texto a respeito dos dízimos, encontramos este nível de abordagem. Ao falar sobre a da retenção dos dízimos e ofertas, Deus chama isto de roubo:
“Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.” (Malaquias 3.8,9)
Uma abordagem do ponto de vista jurídico diria que o assunto abordado por Deus é uma questão de propriedade. Legalmente falando, envolve posse. E não há como falarmos de coisas que dizem respeito à propriedade de Deus, sem antes estudarmos a Lei da Redenção.
ENTENDENDO A REDENÇÃO
Para muitos cristãos, a palavra “redenção” não significa nada mais do que “perdão dos pecados” ou “salvação”. Mas o seu significado vai muito além disto!
A palavra “redenção” significa “resgate” ou “remissão”. Ela retrata o ato de se readquirir uma propriedade perdida. Antes de Deus estabelecer algumas verdades no Novo Testamento, Ele determinou que elas fossem primeiramente ilustradas no Antigo Testamento:
“Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem.” (Hebreus 10.1 – TB)
A sombra é diferente do objeto que a projeta. Assim também, o que se via nas ordenanças da Antiga Aliança eram características similares (em ordenanças “literais”) às dos princípios que Deus revelaria nos dias da Nova Aliança (práticas espirituais). Por exemplo, o ato da circuncisão deixou de ser “literal” e passou a ser uma experiência no coração (Rm 2.28,29). A serpente que Moisés levantou no deserto se tornou uma figura da obra redentora de Cristo na Cruz (Jo 3.14). Assim também, outros detalhes da Lei que envolviam comida, bebida e dias de festa, começaram a ser vistos, não como ordenanças “literais” pelas quais quem não as praticasse poderia ser julgado, mas como uma revelação de princípios espirituais, cabíveis na Nova Aliança:
“Ninguém, portanto, vos julgue pelo comer, nem pelo beber, nem a respeito de um dia de festa, ou de lua nova ou de sábado, as quais coisas são sombras das vindouras, mas o corpo é de Cristo.” (Colossenses 2.16,17)
É desta forma que precisamos olhar para a Lei da Redenção no Antigo Testamento. Durante anos Deus fez o povo praticar pela fé uma tipologia do que Ele Mesmo um dia faria conosco. Foi assim com o sacrifício do cordeiro que os israelitas repetiam anualmente em várias cerimônias; por fim, vemos João Batista apontando para Jesus e dizendo:
“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29)
Paulo se referiu a Jesus como sendo o Cordeiro Pascal (1 Co 5.7). Vemos nestas passagens que as práticas repetidas por centenas e centenas de anos visavam levá-los a entenderem uma figura que só seria revelada posteriormente. Com a Redenção não foi diferente.
O Livro de Rute nos mostra Boaz resgatando (ou redimindo) as propriedades de Noemi. Ele estava readquirindo uma posse perdida.
Toda dívida tinha que ser paga. Se uma pessoa não tivesse recursos para honrar os seus compromissos, ela deveria dar os seus bens em pagamento, e, se também não fossem suficientes, ela deveria dar as suas terras. E, se isto ainda não bastasse para a quitação da sua dívida, o próprio indivíduo (e às vezes até a própria família) deveria ser dado como pagamento. Isto faria dele um escravo!
Lemos em 2 Reis 4.1-7 que uma mulher viúva teria seus filhos transformados em escravos se ela não pagasse a sua dívida. E, quando isto acontecia com alguém, só havia duas formas de esta pessoa sair da condição de escravidão: ou alguém teria que pagar a sua dívida (um redentor), ou ela teria que esperar nesta condição até que o Ano do Jubileu (que se repetia a cada cinqüenta anos; a exceção ocorria quando o escravo também era um judeu – Êx 21.2) chegasse. Veja o que a Lei dizia acerca disto:
“Se teu irmão empobrecer e vender alguma parte das suas possessões, então, virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que seu irmão vendeu. Se alguém não tiver resgatador, porém vier a tornar-se próspero e achar o bastante com que a remir, então, contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem vendeu, e tornará à sua possessão. Mas, se as suas posses não lhe permitirem reavê-la, então, a que for vendida ficará na mão do comprador até ao Ano do Jubileu; porém, no Ano do Jubileu, sairá do poder deste, e aquele tornará à sua possessão.” (Levítico 25.25-28)
Neste texto, que fala somente da perda da terra, e não da escravidão, vemos que havia três formas de alguém recuperar as suas posses:
• a redenção (o pagamento feito por um parente);
• o perdão da sua dívida, proclamado no Ano do Jubileu;
• a sua própria possibilidade de pagar caso viesse a prosperar (o que não ocorria no caso dos escravos).
Para o escravo, porém, só havia duas formas de ficar livre: o Jubileu (já vimos que a exceção a este prazo ocorria no caso de um hebreu ter sido comprado como escravo por um outro hebreu. Neste caso ele teria que libertá-lo depois de seis anos de servidão – Êx 21.2) ou a Redenção!
A redenção era o pagamento da dívida, feito por um parente próximo. Por meio do pagamento, ele comprava de volta tudo aquilo que se perdera. Assim a pessoa que fora escravizada não mais pertenceria a quem antes ela devia, mas ao que pagava sua dívida. Por exemplo: se eu me endividasse a ponto de perder todas as minhas posses e fosse transformado num escravo, e o meu irmão me resgatasse, eu não deixaria de ser escravo! Eu somente mudaria de amo! Eu passaria a ser escravo do meu irmão, porque ele me comprou!
E qual seria o proveito disto? De que adiantaria ficar livre de um, para se tornar escravo de outro? A diferença era que o novo dono era um parente e ele pagou aquela dívida por amor (uma vez que um escravo normalmente não custava tanto), e, justamente por causa do seu amor, ele trataria o escravo com brandura, com misericórdia.
O QUE CRISTO FEZ POR NÓS
Foi exatamente isto que Jesus fez por nós! Jesus Cristo nos comprou para Deus através da Sua morte na Cruz:
“… porque foste morto e com teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.” (Apocalipse 5.9b,10)
O homem se transformou num escravo de Satanás ao render-se ao pecado no Jardim do Éden. A Bíblia declara que “aquele que é vencido fica escravo do vencedor” (2 Pe 2.19), e foi isto que ocorreu ao primeiro casal. Eles foram separados da glória de Deus e perderam a filiação divina. Adão foi chamado filho de Deus (Lc 3.38), mas esta condição não foi mantida. Quando Jesus veio ao mundo, Ele foi chamado de Filho Único de Deus (Jo 3.16), mas Ele veio mudar esta condição e passou a ser o Primogênito de muitos irmãos (Rm 8.29).
O Diabo se assenhoreou do homem e da Terra, que fora dada ao homem (Sl 115.16), e afirmou isto para Jesus na tentação do deserto (Lc 4.6). Mas Jesus veio pagar a nossa dívida do pecado, e, ao fazê-lo, garantiu a nossa libertação das mãos de Satanás:
“Ele nos resgatou do poder das trevas e nos trasladou para o reino do seu Filho muito amado, no qual temos a nossa redenção, a remissão dos nossos pecados.” (Colossenses 1.13,14 – TB)
Observe o termo “resgatou”, que aparece quando o apóstolo Paulo está falando que fomos transportados do Reino das Trevas e levados ao Reino do Filho de Deus. Depois, ele afirma: “no qual temos a nossa redenção”. Esta redenção foi um ato de compra, efetuado pelo pagamento da dívida do pecado:
“Tendo cancelado o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o inteiramente, cravando-o na cruz; e tendo despojado os principados e potestades, os exibiu abertamente, triunfando deles na mesma cruz.” (Colossenses 2.14,15 – TB)
O Texto Sagrado revela que Jesus despojou os príncipes malignos. Segundo o Dicionário Aurélio, “despojar” significa: “privar da posse; espoliar, desapossar”. Isto nos faz questionar o que, exatamente, Jesus tirou destes principados malignos. O que eles possuíam que pudesse interessá-Lo? Nada, a não ser o senhorio sobre as nossas vidas! O despojo somos nós, que fomos comprados por Ele para Deus, e, a partir de então, passamos a ser propriedade de Deus. É exatamente assim que as Escrituras se referem a nós. Somos agora chamados de propriedade de Deus:
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2.9)
Repetidas vezes encontramos a ênfase de que o Senhor Jesus Cristo nos comprou para Si. E o preço pago foi o Seu próprio sangue!
“Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo.” (1 Pedro 1.18,19)
Portanto, quando Jesus nos comprou, Ele nos livrou da escravidão do Diabo, mas nos fez escravos de Deus! Coisa alguma do que “possuímos” é de fato uma propriedade exclusivamente nossa. Nem as nossas próprias vidas pertencem a nós mesmos! Somos propriedade de Deus! Ele é o nosso Dono! Conseqüentemente, tudo o que nos pertence, é d’Ele também!
Referindo-se ao Espírito Santo em nós, Paulo O chamou de “o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus” (Ef 1.14 – ARC). Observe que o termo “herança” aparece associado aos termos “redenção” e “possessão”, pois é disto que o princípio da redenção sempre trata: o resgate da propriedade!
CELEBRANDO A REDENÇÃO
A consciência da Redenção deve provocar em nós uma atitude de gratidão e de culto a Deus. Paulo falou sobre vivermos uma vida de santidade, que é fruto desta consciência:
“Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (1 Coríntios 6.18-20 – ARC)
O apóstolo deixa claro, em três frases distintas, a ênfase de que somos propriedade de Deus. Primeiro ele afirma que não somos de nós mesmos. Depois ele declara que fomos comprados – e por um bom preço! E finalmente ele diz que o nosso corpo e o nosso espírito “pertencem” (verbo que indica posse) a Deus.
Portanto, separar-se do pecado e santificar-se para Deus é glorificá-Lo por meio do corpo. Não é um culto de palavras, mas não deixa de ser uma exaltação. É um culto de santidade e boa mordomia! Celebramos a Redenção não só por meio de cânticos, mas também de atitudes. Quando reconhecemos que Deus comprou o nosso corpo e cuidamos dele com a consciência de que ele é de Deus, estamos cultuando ao Senhor.
Da mesma forma, há um culto que é expresso não só por meio de palavras, mas também por nossas atitudes em relação às nossas finanças. Assim como Deus redimiu o nosso corpo, Ele também redimiu os nossos bens. Logo, da mesma forma como o bom uso do corpo (em santidade) glorifica a Deus, assim também o bom uso dos nossos recursos financeiros, que são de Deus, O glorifica!
A SIMBOLOGIA DO QUE JOSÉ FEZ
José comprou para Faraó todo o povo egípcio:
“Findo aquele ano, vieram a José no ano seguinte e disseram-lhe: Não ocultaremos ao meu senhor que o nosso dinheiro está todo gasto; as manadas de gado já pertencem a meu senhor; e nada resta diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra; por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra em troca de pão, e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó; dá-nos também semente, para que vivamos e não morramos, e para que a terra não fique desolada. Então disse José ao povo: Hoje vos tenho comprado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a terra.” (Gênesis 47.18,19,23)
O que aconteceu com este povo? Deixaram de pertencer a si mesmos e passaram a pertencer a Faraó! O seu gado, as suas casas, as suas terras – tudo pertencia ao rei do Egito! Eles se tornaram servos de Faraó, para cuidarem do que era dele!
O que Cristo fez conosco por meio do Seu sacrifício na Cruz foi algo semelhante. Isto é o que significa “redenção”. Originalmente éramos propriedade de Deus, mas a nossa queda e o nosso pecado nos roubaram isto. Quando Cristo pagou o preço da nossa dívida, Ele nos remiu da mão daquele que havia se tornado o nosso dono, o Diabo. Quando declaramos que somos servos de Deus, estamos reconhecendo que não pertencemos a nós mesmos, e que tudo o que temos na verdade pertence ao Senhor. Somos apenas mordomos de algo que não é nosso! Não nos atolaríamos em dívidas geradas em caprichos e excessos, se andássemos com esta mentalidade. Se sempre tomássemos decisões na área financeira, com a consciência de que os recursos empregados pertencem ao Senhor, cometeríamos menos erros.
Quando José comprou aqueles egípcios para Faraó, tudo o que era deles passou a ser de Faraó; logo, toda a renda deles deveria ir para Faraó. Mas o que fez o rei egípcio com o povo? Ele tomou tudo o que era deles? Não! Ele permitiu que eles usassem a terra e os demais recursos para que vivessem; mas, para que se lembrassem sempre que tudo o que eles tinham não era deles, um quinto da colheita (ou 20% da renda) ia para Faraó:
“Há de ser, porém, que no tempo das colheitas dareis a quinta parte a Faraó, e quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento e dos que estão nas vossas casas, e para o mantimento de vossos filhinhos.” (Gênesis 47.24)
E o que os egípcios fizeram? Ficaram reclamando e dizendo que era injusto? Claro que não! A reação deles foi justamente o contrário:
“Responderam eles: Tu nos tens conservado a vida! Achemos graça aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Faraó.” (Gênesis 47.25)
Viver como servos de Faraó era para eles um privilégio, pois nem vivos estariam, se não fosse a intervenção do rei! Eu vejo nisto um perfeito paralelo do que Deus fez conosco. As nossas vidas e tudo o que tínhamos passaram a pertencer ao Senhor, mas Ele não queria tomar tudo de nós! Ele queria que continuássemos vivendo! Ele queria que vivêssemos melhor do que viveríamos se não fôssemos mordomos Seus. É como se Ele estivesse nos dizendo:
“Vão em frente! Usem o que é Meu para que vocês possam viver as suas vidas e continuar produzindo, mas não quero que vocês se esqueçam que vocês são apenas mordomos do que não pertence a vocês. Então, de toda a sua renda Eu quero um décimo (dízimo) para Mim, além do que vocês me darão espontaneamente!”
E sabe o que muitos crentes ainda dizem?
“Isto não é justo!”
Como isto pode ser algo injusto? Ao invés de nos regozijarmos por pertencermos a Ele e podermos servir Aquele que redimiu as nossas vidas, reclamamos muitas vezes por termos que devolver um pouco do que é d’Ele. Isto é ingratidão! É falta de compreensão do que é a Redenção!
Há pessoas que consideram os dízimos como se Deus quisesse tirar dez por cento do que é nosso. Mas esta não é a perspectiva correta. É Deus que permite que fiquemos com noventa por cento do que é d’Ele! A maioria de nós ainda não conseguiu compreender que a entrega dos dízimos é uma forma de celebrarmos a Redenção. Ao dizimarmos, não só expressamos gratidão pelo que Ele fez por nós e nos mantemos conscientes do nosso lugar em nosso relacionamento com Deus, mas também realizamos um ato profético.
UM ATO PROFÉTICO
A entrega dos dízimos é um ato profético. Semelhantemente aos israelitas que, ao celebrarem a primeira Páscoa praticaram um ato profético, assim também fazemos algo semelhante ao dizimarmos.
Deus advertiu que naquela noite o Anjo da Morte haveria de matar todos os primogênitos dos homens e dos animais no Egito (Êx 12.12). Em todas as pragas anteriores, os hebreus haviam sido poupados, mas, naquela noite, a proteção não seria automática, mas dependeria de um ato profético, com um simbolismo espiritual. Cada um deles deveria aplicar o sangue do cordeiro da Páscoa aos umbrais de suas portas:
“O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.” (Êxodo 12.13)
O sangue de um animal não tinha o poder de promover em si uma proteção espiritual. Ele era só um sinal, uma mensagem simbólica! Era um ato profético, por meio do qual eles reconheciam a redenção de Deus em suas vidas naquela noite e apontavam para o futuro, quando Cristo viria nos resgatar e nos proteger por meio do Seu sangue vertido na Cruz.
O interessante é que os hebreus não precisavam se proteger. Eles somente precisavam cumprir o sinal que foi estabelecido por Deus. Então, o próprio Deus cuidaria da proteção deles. Mas, se não O obedecessem, não fazendo o sinal de proteção, então a morte dos seus primogênitos seria inevitável:
“Tomai um molho de hissopo, molhai-o no sangue que estiver na bacia e marcai a verga da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia; nenhum de vós saia da porta da sua casa até pela manhã. Porque o Senhor passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, passará o Senhor aquela porta e não permitirá ao Destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir.” (Êxodo 12.22,23)
Há algo que precisa ser entendido aqui. Deus diz: “Eu passarei pelas portas… Eu ferirei os primogênitos…” Em primeira instância, parece que é Ele fazendo tudo pessoalmente, mas não é isto o que vemos aqui. Vemos Deus determinando a execução do juízo, mas não exercendo-o sozinho e diretamente. O versículo 23 termina dizendo que Deus não permitiria que o Destruidor entrasse. Logo, quem executava as mortes não era Ele pessoalmente, mas um anjo. Vários textos do Antigo Testamento mostram enfaticamente Deus exercendo este juízo (Nm 33.4; Sl 135.8), mas a forma como Ele executou isto é o que estamos discutindo aqui.
E que anjo era este? Ele foi chamado de “Destruidor”. Curiosamente, este mesmo nome é dado ao Anjo do Abismo, cujo nome em hebraico é “Abadom”, e o nome em grego é “Apoliom” (ambos significam “destruidor”); e a Palavra de Deus declara que ele era o rei sobre os outros anjos que saíram do abismo (Ap 9.11)! No juízo que Deus determinou sobre a cidade de Jerusalém, o Anjo Destruidor também foi enviado (1 Cr 21.15). Satanás executa atos de juízo divino quando ele é liberado para ferir e destruir os que desobedecem. E não tenho medo de dizer que quem de fato exerceu o juízo de Deus naquela noite foi o Diabo, o Anjo da Morte.
As Escrituras dizem que um espírito maligno da parte do Senhor atormentava a Saul (1 Sm 16.14-16). Isto não quer dizer que o espírito maligno era do Céu, mas que ele foi autorizado por Deus para exercer juízo sobre quem se afastou deliberadamente do Senhor!
O sangue naquela noite era um sinal de propriedade. E o Diabo não pode ir além do sangue. Lemos em Apocalipse 12.11 sobre um grupo de fiéis que venceram a Satanás, e o texto revela que eles o venceram pelo sangue do Cordeiro! Satanás não pode tocar no que é de Deus.
Conheci pessoas que foram alcançadas por Jesus e que antes serviam aos demônios. Eu ouvi pessoalmente de algumas delas que, antes da sua conversão, elas tiveram experiências que as fizeram refletir sobre o cuidado de Deus com os Seus. Uma destas pessoas, a irmã Vilma Laudelino de Souza (hoje missionária), quando pertencia à magia negra, tentou matar uma crente com os seus trabalhos, mas o demônio disse que não poderia fazer nada contra tal pessoa, a qual, nas palavras dele mesmo, tinha um “espírito terrível”. Uma outra pessoa, o irmão Carlos (hoje pastor), quando ainda era um bruxo, tentou violar o túmulo de uma cristã, mas a entidade que lhe apareceu materializada no momento do trabalho disse que o Carlos não poderiam tocar naquele corpo, uma vez que ele pertencia a quem o próprio demônio chamou de “O Homem Lá de Cima”! Aleluia! Se até os restos mortais do crente, que sofreram decomposição, estão sob proteção divina, o que não dizer de nós hoje, de nossas famílias e bens?
Quando um hebreu estava colocando o sinal do sangue na porta, ele estava dizendo com aquele gesto que aquilo era propriedade de Deus e não podia ser tocado. E sempre que a Redenção está em questão, Deus decide defender pessoalmente o que é Seu. Foi assim na Páscoa, e é assim com os nossos dízimos hoje. Quando dizimamos, Ele Mesmo repreende o Devorador!
No momento em que o crente entrega os seus dízimos diante de Deus e de todo o reino espiritual, ele está reconhecendo a Redenção e a conseqüência de ter a Deus como seu Dono, bem como de tudo o que lhe pertence. Diante deste reconhecimento, o Senhor mesmo afasta o Devorador e protege o que é d’Ele. E o Diabo não se atreve a tentar tocar no que pertence a Deus!
Mas, quando desobedecemos o mandamento referente aos dízimos, estamos declarando que Deus não é o Dono destas quantias. E não só estamos roubando os dízimos (o que é uma apropriação indébita do que é de Deus), como também estamos nos apropriando dos noventa por cento que ficam. E, ao fazermos isto, o Diabo está de longe, assistindo tudo. Aí então ele diz: “Ah, este dinheiro não é de Deus? O que é de Deus eu não posso tocar, mas o que é seu…”
E é aí que as perdas ocorrem! Devemos fazer dos dízimos um ato de celebração da Redenção. O número dez está ligado à simbologia da Redenção. Mesmo quando ele fala de prova (nos Dez Mandamentos) ou juízo (nas dez pragas), é porque a Redenção está por trás da história. O cordeiro da Páscoa deveria ser escolhido no dia dez do mês de Abib (Êx 12.3). Ao entregarmos os nossos dízimos, devemos ser gratos pela Redenção e compreender que, através deste gesto, redimimos os noventa por cento da renda restantes para administrá-los para o Senhor.
PERDAS E GANHOS
Muitos não entendem a bênção e a maldição mencionadas por Malaquias em sua profecia. Acham que Deus ameaça os Seus filhos, para que O obedeçam por medo, mas não se trata disto!
Vimos que o Diabo não pode tocar no que é de Deus, mas ele pode tocar em nosso dinheiro quando deixamos de reconhecer a Deus como Dono de tudo o que temos. Devido ao nosso pecado de roubarmos o que é de Deus, o Maligno encontra uma brecha para nos tocar. Esta é a razão pela qual a maldição fere os que negligenciam a entrega dos dízimos. As perdas se manifestam em decorrência de uma maldição, a qual, por sua vez, entra em nossas vidas pela desobediência.
Por outro lado, a bênção proveniente da fidelidade nos dízimos também precisa ser entendida. Ela não se trata de uma recompensa por um bom comportamento, mas dos princípios que estão sendo devidamente aplicados pelo cristão. Será que há ganhos para os que dizimam? Claro que sim! Mas eles não devem ser vistos como se Deus estivesse aumentando o nosso patrimônio, e sim como uma forma de Deus aumentar o patrimônio d’Ele, sob nossa mordomia. Jesus nos ensinou um princípio que rege vários aspectos da vida cristã:
“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.” (Lucas 16.10)
Se não dizimarmos o pouco que Deus nos confiou, mas O roubarmos, com uma atitude de infidelidade em nossa mordomia, Ele não nos confiará mais, pois continuaríamos sendo injustos no muito. Esta infidelidade impede a bênção financeira sobre quem retém os dízimos!
Por outro lado, quem é fiel no pouco também o será no muito. Se demonstrarmos obediência, dizimando o que já temos, Deus nos confiará mais dos Seus bens. Esta é a prova que determina quem receberá mais do Senhor e quem não receberá!
MANTENDO-NOS CONSCIENTES
Jesus instituiu uma Ceia Memorial para que sempre recordássemos o que Ele fez por nós na Cruz (1 Co 11.24,25). O Senhor conhece a nós, como também a nossa inclinação ao esquecimento do que Ele fez por nós. Portanto, Ele estabeleceu uma forma de nos manter conscientes do que Ele fez. Os dízimos também servem para este mesmo propósito. A sua relação com a Redenção deve nos manter conscientes de que Deus é o nosso Dono e que somos propriedade Sua.
Assim como a Ceia faz parte de um culto de gratidão e anuncia uma mensagem (a morte do Senhor até que Ele venha – 1 Co 11.26), assim também a entrega dos dízimos celebra a Redenção e testemunha à nossa consciência que pertencemos ao Senhor. É interessante observarmos que a primeira menção dos dízimos na Bíblia aparece justamente num contexto de redenção (Abraão resgatando o seu sobrinho Ló), juntamente com a tipologia da Ceia: Melquisedeque (que recebe os dízimos) veio ao encontro de Abraão, trazendo pão e vinho. Quando temos o Culto de Ceia na igreja que eu pastoreio, deixamos para entregar os nossos dízimos no momento em que participamos da Ceia. Assim como celebramos a Ceia, lembrando o que o Senhor fez por nós na Cruz, assim também celebramos a Redenção ao entregarmos os nossos dízimos.
Quando você entregar os seus dízimos em sua igreja local, faça-o com esta consciência. Uma atitude correta com relação ao que você oferece ao Senhor é um passo vital para você desfrutar das Suas bênçãos!
(Extraído do livro “Honrando ao Senhor Com Nossos Bens”, de Luciano Subirá)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

COMO MATAR UMA IGREJA





As igrejas do Novo Testamento não morrem de morte natural: elas são de tal forma estabelecidas que não podem morrer de morte natural. Sim, elas podem ser mortas, mas dificilmente o são por ataques externos (a não ser que este aniquile toda a membresia): na grande maioria dos casos em que igrejas foram mortas, elas o foram por ataques internos, sendo os seus próprios membros que as mataram. Uma igreja não é apenas uma organização, ela é também um organismo, uma coisa viva; e, como tal, tem o potencial de crescer e florescer, ou de definhar e morrer. O Senhor prometeu que Sua igreja, considerada como uma instituição, não morreria, Mat 16:18 [
... Eu edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela]; mas isto apenas significa que haverá uma continuidade de igrejas [locais] seguindo o modelo da igreja de Jerusalém, até Seu retorno; não garante a continuidade de existência [e de fidelidade] de nenhuma igreja individual. Como então pode uma igreja ser morta?


I. POR VOCÊ SE AUSENTAR DELA

As Escrituras comparam os membros da igreja com os membros de um corpo físico, 1Cor 12:12-14 (Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos). E, exatamente como os órgãos do corpo humano não podem ser removidos sem que a morte venha para todo o corpo, assim é com a igreja, o corpo de Cristo. Quando os membros da igreja começam a se ausentar dela, isto a leva à morte.

Geralmente isto é algo gradual, começando em primeiro lugar com a negligência nas assembléias, porque “não importa se eu comparecer ou não. Os outros farão com que as decisões sejam tomadas do modo que lhes agrada”.

Os cultos dos domingos à noite são, realmente, o grande e rigoroso teste do amor do membro da igreja ao Senhor, porque muitas pessoas vêm para a igreja nos cultos do domingo pela manhã simplesmente porque não há nada mais a fazer exceto ficar em casa (naturalmente, há muitos cristãos professos que abandonarão a Casa de Deus mesmo no domingo pela manhã, a fim de dormir, estes constituem o tipo mais infiel). Mas, daqueles membros da igreja que regularmente assistem aos cultos das manhãs de domingo, muitos, de modo algum, poderão ser encontrados nos cultos das noites. No entanto, as mesmas desculpas que parecem válidas para não irem aos cultos da igreja, não são dadas quando são convidados para uma festa, ou quando podem ganhar uma significativa quantia de dinheiro indo a certos locais, etc. Mas, algum dia, o Senhor ajustará as contas. "
Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito". Pro 16:2. [Nota da tradutora: este parágrafo poderia ser adaptado levando em conta que, no Brasil, o horário de culto de freqüência bem maior que os outros passou a ser o dos domingos à noite, enquanto que, nos Estados Unidos, continua sendo o dos domingos pela manhã].

Alguns membros de igrejas as abandonam permanentemente, para nunca mais a ela retornarem; mas, se considerarmos as conexões entre os dois versículos em Heb 10:25-26 (
Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados), descobriremos que isto é uma indicação de que o indivíduo era somente um falso crente. O mesmo é verdadeiro em 1Joã 2:19, "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós".


II. POR MATÁ-LA DE FOME.

Uma igreja vive e cresce somente pelas conversões e pela adição daqueles convertidos ao seu número de membros; portanto, se não for alimentada por verdadeiras conversões resultantes de pregação e oração, cedo morrerá por falta de adições. Almas sendo salvas constituem uma transfusão de sangue para qualquer igreja."Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar". Ato 2:47. Deus é quem adiciona à igreja, mas Ele o faz através de orações e do pregar e do testemunhar de Seu povo.

Uma igreja pode ser morta por inanição de espiritualidade; temos que nos lembrar de que a degenerada Igreja de Roma [muito antes do início da Igreja Católica Apostólica Romana com o imperador Constantino, em cerca do ano 325 a.C.] foi uma vez uma igreja do Novo Testamento, até que perdeu a sua espiritualidade. Heresia em doutrinas é primeiramente precedida por heresia em práticas; por exemplo, heresia que se expressa por uma vida carnal. Como isto pode ser evitado? Por seus membros viverem uma vida santificada (dedicada) dia a dia (não semana a semana, nem mês a mês). Mas dedicação requer negar-se a si mesmo, e todos os muitos crentes meramente nominais estão relutantes em fazer isto.

Portanto, é possível abandonar uma igreja para que ela morra não a sustentando com orações e finanças. Uma igreja é um negócio – o maior, o mais nobre e mais precioso negócio no mundo; e, por esta razão, precisa de dinheiro para poder funcionar. Uma vez que ela é um negócio do céu, necessita, em adição ao dinheiro, das orações do povo de Deus. Alguns crentes nominais são muito mais diligentes e empenhados em sabotar a igreja, o pastor e aqueles que estão fielmente trabalhando na igreja, do que o são em orar pela igreja e seus líderes, e em ajudá-los. Há uma verdade que se aplica tanto aos crentes quanto às mulas: Ambos [crentes e mulas] não podem fazer seus trabalhos e produzir enquanto estão escoiceando; e não podem escoicear enquanto fazem seu trabalho e produzem. Quanto à falha do povo de Deus em adequadamente sustentar financeiramente a igreja, Mal 3:8-10 (
Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes) ainda está na Bíblia, e ela chama o sonegador de dízimos e de ofertas justamente pelo que ele é – um ladrão. Não resolve alguém dizer: "Mas isto é no Velho Testamento". A divisão da Bíblia em Velho e Novo Testamento é estritamente uma divisão feita pelo homem; elas, as Escrituras, não sabem nada a respeito disto. Mas de qualquer modo, 1Cor 9:1-14 obriga crentes a sustentarem a igreja precisamente do mesmo modo que o Tabernáculo foi sustentado – por dízimos e ofertas. Veja especialmente v. 14.
(
... 4 Não temos nós direito de comer e beber? 5 Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? 6 Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? 7 Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado? 8 Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo? 9 Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois? 10 Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante. 11 Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? 12 Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. 13 Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? 14 Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho).


III. POR CONTENDA DENTRO DELA

Contenda provavelmente tem matado quase tantas igrejas quanto quaisquer outras coisas. Quando duas pessoas estão em discórdia e ambas são supremamente egoístas, isto causará uma contenda que crescerá até que consuma toda a igreja, a não ser que a igreja tome medidas até dar um fim à contenda. Contenda é uma marca característica de imaturidade espiritual e de carnalidade. "1 E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. ...3 Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens" 1Cor 3:1,3.

Contenda tem geralmente suas raízes no orgulho, porque aonde há contenda, ambas as partes inchadamente assumem que estão certas e não admitirão sequer a possibilidade de estarem erradas. Ao mesmo tempo, nenhuma das partes tentará ver através do ponto de vista da outra parte, nem admitirá que a outra poderia estar certa no menor dos graus. É uma igreja muito afortunada aquela que não tem nenhuma corrente subterrânea de contenda. Contenda também é promovida pela atitude de autojustificação naquele que olha com desprezo para os outros, enquanto exalta a si próprio na sua própria mente. Ele toma a atitude do Fariseu em Luc 18:9-11 (
E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano). O orgulho é obstáculo ao caminho da humildade, e esta é sempre o primeiro passo em direção ao arrependimento.

Uma das formas mais trágicas de contenda dentro de igreja ocorre quando um membro ou grupo de membros tem os seus sentimentos feridos pela pregação (o que é muito comum onde o pregador é fiel em pregar contra pecado e em declarar os deveres dos membros). Freqüentemente os membros dissidentes montarão uma campanha para desgastar e destruir o pregador, e a desculpa mais freqüentemente usada é que ele é um “ditador”. Bem, nós não temos nenhuma simpatia para com um verdadeiro ditador no púlpito, mas antes que um homem de Deus seja estigmatizado como ditador é melhor que os homens considerem aquilo para o que o pregador é comissionado e ordenado fazer: ele é ordenado e comissionado para "
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina", (2Tim 4:2). "Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor", (1Tim 5:20). "Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé", (Tit 1:13).

Com base nestes versículos e em outros muitos textos similares, o pregador tem o dever não apenas de declarar a verdade mas, também, de repreender aqueles membros que estão vivendo vidas desobedientes; e ninguém tem o direito de chamá-lo de ditador por apenas fazer a sua obrigação. Isto não quer dizer que o pregador possa usar o púlpito para viver surrando verbalmente alguns membros por causa de diferenças pessoais de opinião, nem que ele deva saltar em cima e esporear todas as pessoas por todos os pequenos passos imperfeitos. O pastor sábio rapidamente aprenderá a usar a psicologia cristã mesmo nas mais sérias violações da ética cristã, e que "
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira", Prov 15:1. Um pastor beligerante ou arrogante somente produzirá dores para si próprio e desencorajamento para a igreja.

Contenda entre os membros de uma igreja e o pastor freqüentemente destrói uma igreja pela simples razão que, ao se rebelarem contra o pastor, os membros estão se rebelando contra o Senhor, pois, embora a igreja possa votar para chamar um homem para pastor, todavia, se eles são guiados pelo Senhor ao fazer isto, então o pastor é tornado o superintendente ou supervisor (no grego “1984 episkope”, traduzido como "bispo") sobre o rebanho, Ato 20:28 (
Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue). Não apenas isto, mas o pregador, quando se ergue para declarar o evangelho, é um embaixador de Cristo, insistindo aos homens, no lugar de Cristo, para que se reconciliem com Deus, 2Cor 5:18-20 (E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus). Ademais, quando [este supervisor pelo bem das almas] prega responsabilidade cristã aos crentes, estes estão obrigados a obedecê-lo e a submeter-se a si próprios, pois o pastor dará conta deles a Deus. Assim, é uma coisa muito grave desobedecer ao pastor quando ele apenas está se esforçando para levá-lo a servir ao Senhor melhor e mais fielmente. "Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil", (Heb 13:17).

 Algumas igrejas degradam o ofício pastoral tornando-o aquele de um mero marionete delas, e tratam o pastor com menos respeito do que a qualquer leigo na igreja; algumas vezes os membros dessas igrejas deixam suas independência e autonomia subirem às suas cabeças, e pensam que podem desligar ou despedir o pregador a qualquer momento que não gostem daquilo que diz. Mas é digno de nota que as Escrituras não dão um único exemplo de um pastor ser descartado por uma igreja, nem de sequer uma igreja desafiar a autoridade do ofício pastoral.

Reconhecemos que a igreja tem autoridade sobre seus membros, inclusive o pastor; mas é também verdade que o pastor é um homem especialmente chamado por Deus para o seu ofício, e que ele tem um relacionamento especial para com Deus; portanto, conquanto em raras ocasiões possa ser necessário destituir e excluir um pregador por causa de imoralidade ou de heresia, todavia uma igreja deve ser muito vagarosa para tomar qualquer ação contra um dos profetas do Senhor sem uma boa razão. "
Não aceites acusação contra o presbítero, senão com duas ou três testemunhas", (1Tim 5:19). "Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas", (Sal 105:15).


IV. POR TEIMOSIA REBELDE

Nas Escrituras, teimosia rebelde é um pecado que é comparado ao de feitiçaria e idolatria 1Sam 15:22 (Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros), e, todavia, algumas pessoas parecem se deliciar em teimosamente resistirem contra todo progresso espiritual e atividade espiritual na igreja. Não é nenhuma virtude alguém ser tão imutável nos seus modos que seja um obstáculo à igreja para mudar para melhor [isto é, para maior biblicidade, maior espiritualidade, maior santificação, maior separação do pecado e do erro, maior conhecimento + amor + consagração + zelo, etc.]. Nenhuma igreja jamais foi tão perfeita quando começou que isto equivaleu a não ter deixado nenhum espaço para mudar para melhor. Em verdade, a própria santificação é uma progressiva mudança de indivíduos para o melhor; e, se os membros diariamente mudam para melhor, também as igrejas deveriam fazê-lo. O pecado da Igreja de Sardia foi que ela teimosamente se recusou a se arrepender de seus pecados, Apo 3:3 (Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei), e, conseqüentemente, lentamente morreu na videira, sempre recusando admitir seu estado frio e indiferente. Existe uma coisa chamada de “ortodoxia morta”, uma sanidade doutrinária que é vazia de qualquer real amor a Cristo.

Alguns dizem “Bem, é minha vida, e é somente da minha conta se eu me arrependo ou não”, mas isto não é verdade, pois cada pessoa é um exemplo para alguém mais, e seu mau exemplo fará outros se desviarem, talvez em algo muito pior. Ademais, a corrupção de um membro de uma igreja [além de em si já ter valor infinito (pois o preço de uma só alma é maior que todo o universo físico), normalmente leva à conseqüência de que] será a corrupção de boa parcela da igreja, pois "... um pouco de fermento faz levedar toda a massa”, 1Cor 5:6. Ninguém suportará pagar o custo de mostrar indulgência para com qualquer pecado, porque pecado nos membros da igreja é aquilo que mata as igrejas.

Há muitos modos de matar uma igreja, mas a coisa importante a se observada é as gravíssimas conseqüências de fazer cair e destruir uma igreja do Deus vivo:
Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo", 1Cor 3:17. Não importa qual desculpa possa ser dada, se um indivíduo ou grupo de indivíduos conduz a si próprio de modo a causar a morte de uma igreja, é melhor que se prepare para dentro em breve encarar o julgamento de Deus através da perda de sua vida física.

Uma igreja é de mais importância que os direitos coletivos de todos seus membros, pois uma igreja existe não apenas em benefício dos seus próprios membros atuais, mas é uma testemunha para muitos que podem nunca vir a ser membros dela, mas que podem ser guiados ao Senhor através do seu ministério. Não apenas isto, mas os direitos dos futuros membros também têm de ser considerados quando se toma qualquer ação que possa ser prejudicial à igreja. Muitos membros carnais de igreja, em seu ardor para vencerem e imporem as suas próprias preferências, justificam os seus próprios pecados, satisfazem a fome de seus próprios orgulhos e sentimentos feridos, não se importando com o fato de que possam apagar o único fiel farol e luz da verdade nas suas comunidades. Nem se importando que as gerações futuras possam não ter oportunidade de ouvir o evangelho e ser salvas, porque uma igreja foi destruída pela carnalidade dos seus membros. A atitude de alguns é: “Eu estou salvo, portanto que o resto do mundo vá para o inferno, não ligo a mínima”. Uma tal atitude dificilmente evidencia verdadeira salvação. Uma vez que é verdade que "
Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? (1Joã 3:17), quanto muito mais isto é verdade a respeito daquele que não têm nenhuma preocupação pelo bem estar das almas dos outros? Deus tenha piedade do homem que destrói uma igreja: se ele de algum modo já é salvo, ele está se pondo a si mesmo debaixo do risco de julgamento através de morte física, quando coloca os seus próprios desejos e vontades egoístas acima do bem estar de uma igreja do Deus vivo.


V.POR EGOÍSMO

Todos os pontos prévios podem ser considerados como sumariados neste, mas arriscamo-nos a fazer mais alguns poucos comentários que caem mais especificamente debaixo deste título. Vivemos na mais afluente (rica) sociedade que este mundo jamais conheceu. Adicione a isto o fato de que esta geração tem maiores meios de levar o evangelho a cada raça, nação e tribo de povos, do que qualquer geração anterior. Rádio, TV, e imprensa fazem evangelismo possível como nunca antes o foi. Mas o que acontece? Ao invés de usar estes meios [e riquezas] para a glória de Deus, os homens se tornaram tão egoisticamente envolvidos por eles que todas estas coisas se tornaram definitivos detrimentos à verdade.

Tem sido constatado que pessoas gastam centenas de vezes mais em animais de estimação do que em todos os empreendimentos religiosos combinados, e o jornalista Paul Harvey relata que [aqui nos Estados Unidos da América] para cada 1 dólar que é gasto nas igrejas, 12.000 dólares são gastos em atividades criminosas. A partir desta constatação, deveria ser óbvio que estamos trabalhando no extremo errado do problema.

Há muitos campos de missão estrangeira nos quais um missionário nacional [isto é, daquele país] pode ser sustentado por somente 25 a 30 dólares por mês – não mais do que muitas pessoas [americanas] gastam mensalmente somente em cigarros. Todavia, de quantos crentes individuais [americanos] se ouve que fazem isto [sustentarem missionários de outros países para trabalharem neles]? Freqüentemente, quando as necessidades das missões são apresentadas à igreja pelo pastor, alguém contradirá com a proposição que “Mas devemos usar algum do nosso dinheiro em missões domésticas, aqui mesmo na nossa vizinhança". Bem, certamente missões locais [também] são essenciais, se elas forem verdadeiros projetos missionários [voltados exclusivamente para ganhar outras almas e edificá-las]; mas, desafortunadamente, muitas vezes o termo é usado para desculpar o dispêndio do dinheiro de Deus em algo que faz provisão somente para a natureza carnal dos membros da igreja, tais como ter a mais alta torre na cidadezinha, ou ter o prédio com o estilo mais moderno, ou ter o maior órgão de tubos, ou ter as mais enfeitadas batas de coral etc. Por "Missões Locais" alguns somente querem dizer: "Vamos gastar o dinheiro localmente em algo em que nós possamos ter todos os benefícios”. Pelo dinheiro que o povo de Deus tem gastado tolamente e para a mera gratificação carnal, nos últimos cem anos, o mundo poderia ter sido alcançado com o evangelho por diversas vezes.

O que tudo isto tem a ver com matar uma igreja? Apenas isto: contribuir para missões é o termômetro que mostra a atmosfera espiritual de uma igreja. É [geralmente] o medidor da dedicação dos membros de uma igreja a Deus. (Seja usando o nome “Missões nas Vizinhanças”, ou usando qualquer outro nome), o egoísta uso do dinheiro do Senhor  para a gratificação dos membros de uma igreja a matará tão rapidamente quanto quase qualquer outra coisa. Que Deus nos dê mais igrejas mais sãs e mais operosas e frutíferas, e que Deus faça isto através de mover os membros das igrejas a serem mais dedicados e obedientes.


Está você matando sua igreja pela sua pecaminosidade, por seu egoísmo, por sua negligência? Então se arrependa antes que a igreja e você sejam destruídos.




Davis W. Huckabee

Copiado do site da Tabernacle Baptist Church, Lubbock, Texas.
Traduzido [e adaptado] por Valdenira Nunes de M. Silva, 2002.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fortaleza de Sião




Texto Base: 2Sm 5.6-10



Neste texto bíblico vemos uma resistência à  unção e ao reino de Davi, recém implantado. Essa resistência partiu dos Jebuseus. Um povo que dominava sobre aquela região, onde esta localizada a cidade de Jerusalém.
Falemos um pouco sobre este inimigo – os Jebuseus. Este povo  não foi destruído totalmente por Josué, quando da ocupação dos Hebreus de todo aquele território denominado profeticamente terra prometida,  em função de que naquele local existia uma fortaleza, conhecida por fortaleza de Sião,  cercada com muros espessos e altos que dificultavam a sua conquista. A sua vantagem militar e posicionamento garantiu a sua sobrevivência constituindo-se como território neutro entre as tribos de Judá e Benjamin.
 O seu nome  “Jebus” significa  “terra pisada”,  “lugar pisado”. Este povo era conhecido por seu orgulho e desprezo  em relação aos povos vizinhos. Jactava-se da  sua superioridade militar proporcionada pela Fortaleza de Sião. O seu orgulho chegou ao extremo de rejeitar e desprezar o então rei ungido sobre todo Israel, o rei Davi. A crise diplomática pode ser caracterizada através das seguintes declarações:  Primeiro desafiadora: “...Tu não entrarás aqui..” Em seguida o desprezo: “...Até os cegos e mancos podem resisti-lo...”.
Diante desta demonstração incisiva de orgulho e desprezo Davi não se deteve. Este Ungido de Deus já estava bastante acostumado aos desafios da vida. E venceria mais esta batalha contra os seus inimigos. A bola da vez agora eram os Jebuseus! O povo do orgulho. 
Davi sabia que para vencer mais aquele desafio  ia precisar de superação e estratégia para guerrear. Ele estava disposto a tomar a fortaleza de Sião. O primeiro ponto passou pela motivação do grupo, estabeleceu uma alta recompensa ao primeiro soldado que entrasse na fortaleza, este seria feito comandante do exército, prêmio concedido a Joabe. Davi valorizava o trabalho em equipe e sabia motivar e premiar o esforço e a lealdade dos seus liderados. Saber valorizar e honrar aqueles que lutam  ao nosso lado é um ponto muito importante na vida de um vencedor. A manobra militar veio através da percepção de que  a única forma de entrar na fortaleza seria pelo esgoto. Pasmem! É isto mesmo o esgoto!
Esgoto nos fala de superação, sacrifício invulgar, disposição em pagar-se o preço! Quem quer vencer tem que aprender a lutar, a se sacrificar pelos seus ideais. A  recompensa é proporcional ao esforço despendido, ao preço pago. Davi aprendeu deste cedo a lutar: leão, urso e gigante faziam parte do seu currículo.
Naturalmente Deus também tem promessas na sua vida, mas é preciso lutar por elas, o inimigo fará tudo para impedir você de ter acesso a sua torre de Sião particular. Cada um de nós temos a nossa torre de Sião, os lugares altos que Deus tem prometido para os seus filhos. Todavia, o nosso inimigo, a exemplo dos Jebuseus, trabalha com intimidação e desprezo, procurando gerar dentro do nosso coração um sentimento de impotência e fracasso. Procura trazer ao seu coração declarações negativas do tipo: Você não pode? Isto não é para você? Você não leva jeito para isto e etc. Mas sabemos com base na palavra de Deus que o inimigo está blefando, você pode todas as coisas em Cristo, somos mais que vencedores, ninguém pode mudar isto. Foi conquistado peremptoriamente por Jesus Cristo na cruz do calvário.
Será que o inimigo também tem desprezado  do seu potencial, da sua unção, do seu chamado. Não entre na provocação do inimigo, não permita que o mesmo faça com que você caia num sentimento de marasmo e fracasso, mas faça a leitura correta do problema,  procure ver as coisas por uma ótica de fé, nesse território nós sempre venceremos o adversário.
Mas ainda cabe a pergunta, o que você tem feito para conquistar os seus objetivos? Valoriza aqueles que lutam ao seu lado? Tem estudado mais? Tem orado mais? Jejuado  mais? Enfim, faça a sua parte,  porque Deus é contigo e honra todos os nossos esforços. A exemplo de Davi também já recebemos a unção de conquista, temos declarações  de Deus para nós. Deixe que o Espírito Santo revele ao seu coração qual é a sua torre de Sião, valorize as pessoas e não meça esforços para alcançá-la, Deus o honrará.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Batismo mês de Agosto

Aconteceu na Igreja Casa da Bênção do Bairro Anchieta mais um batismo. Estamos cumprindo com alegria o "IDE" do Senhor Jesus para a sua igreja!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Leis que tramitam em Brasília contrárias à Igreja

Escrito por


LEIS QUE TRAMITAM EM BRASÍLIA CONTRÁRIAS À IGREJA PRINCIPALMENTE EVANGÉLICAS. NOSSOS DEPUTADOS NA CAMARA FEDERAL ESTÃO LUTANDO CONTRA.
POR FAVOR LEIAM, OREM, INTERCEDAM E REPASSEM PARA TODOS SEUS AMIGOS!!!



'Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho.
E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.'
- Marcos 13:9 e 13


A Bíblia diz que no fim dos tempos os filhos de Deus serão perseguidos e odiados. Veja aqui abaixo algumas leis brasileiras, que, SE APROVADAS, impedirão a nossa ação à favor do Evangelho no Brasil:

· Será proibido fazer cultos ou evangelismo na rua (Reforma Constitucional)
· Cultos somente com portas fechadas (Reforma Constitucional)
· As igrejas serão obrigadas a pagarem impostos sobre dízimos, ofertas e contribuições.
· Programas evangélicos na televisão apenas uma hora por dia.
· Pastor só poderá fazer programa de televisão, se tiver faculdade de 'jornalismo'.
· Será considerado crime pregar sobre espiritismo, feitiçaria e idolatria, e também veicular mensagem no rádio, televisão, jornais e internet, sobre essas práticas contrárias a Palavra de Deus.
· Pastores que pregarem sobre dízimos e ofertas, dependendo do número de reclamações, serão presos.
· Pastores que forem presos por pregar sobre práticas condenadas pela Bíblia Sagrada (homossexualismo, idolatria e espiritismo), não terão direito a se defender por meio de ação judicial.
· Igrejas que não realizarem casamento de homem com homem e mulher com mulher, estarão fazendo 'discriminação', poderão ser multadas e os pastores processados.
· Querem que o dia do 'Orgulho Gay' seja oficializado em todas as cidades brasileiras.


Reforma Constitucional – Mudanças no texto da Constituição que garantem a liberdade de culto. Se aprovadas, fica proibido culto fora das igrejas (evangelismo de rua), cultos religiosos só com portas fechadas.


1. Projeto nº 4.720/03 – Altera a legislação do 'imposto de renda' das pessoas jurídicas.

2. Projeto nº 3.331/04 – Altera o artigo 12 da Lei nº 9.250/95, que trata da legislação do imposto de renda das 'pessoas físicas'
Se convertidos em Lei, os dois projetos obrigariam as igrejas a recolherem impostos sobre dízimos, ofertas e contribuições.

3. Projeto nº 299/99 – Altera o código brasileiro de telecomunicações (Lei 4.117/62).
Se aprovado, reduziria programas evangélicos no rádio e televisão a apenas uma hora.

4. Projeto nº6.398/05 – Regulamenta a profissão de Jornalista
Contém artigos que estabelecem que só poderá fazer programas de rádio e televisão, pessoas com formação em JORNALISMO, Significa que pastores sem a formação em jornalismo não poderão fazer programas através desses meios.

5. Projeto nº 1.154/03 – Proíbe veiculação de programas em que o teor seja considerado preconceito religioso.
Se aprovado, será considerado crime pregar sobre idolatria, feitiçaria e rituais satânicos. Será proibido que mensagens sobre essas práticas sejam veiculadas no rádio, televisão, jornais e internet. A verdade sobre esse atos contrários a Palavra de Deus, não poderá mais ser mostrada.

6. Projeto nº 952/03 – Estabelece que é crime atos religiosos que possam ser considerados abusivos a boa-fé das pessoas.
Convertido em Lei, pelo número de reclamações, pastores serão considerados 'criminosos' por pregarem sobre dízimos e ofertas.

7. Projeto nº 4.270/04[/b] – Determina que comentários feitos contra ações praticadas por grupos religiosos possam ser passíveis de ação civil.
Se convertido em Lei, as Igrejas Evangélicas ficariam proibidas de pregar sobre práticas condenadas pela Bíblia Sagrada, como espiritismo, feitiçaria, idolatria e outras. Se o fizerem, não terão direito a se defender por meio de ação judicial.

8. Projeto de nº 216/04[/b] – Torna inelegível a função religiosa com a governamental.
Significa que todo pastor ou líder religioso lançado a candidaturas para qualquer cargo político, não poderá de forma alguma exercer trabalhos na igreja.


Existem outros projetos em andamento que ferem princípios bíblicos, entre eles:
Casamento de homens com homens e mulheres com mulheres.
Estabelecer um dia oficial do 'Orgulho Gay' em todas as cidades brasileiras, entre outros.


Divulguem isto para seus irmãos em Cristo!!! Passe para pastores das igrejas que vocês conhecem, para que todos estejam cientes, para não colocarmos ímpios no poder, e perder nosso direitos como pregadores da verdadeira Palavra de Deus.

Obs. Fonte: baixado do site da Catedral da Bênção

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Quero ver rir de Deus nessas situações!

Tradução: Avelar Jr.
Regina Spektor - "Rindo com"

Ninguém ri de Deus em um hospital
Ninguém ri de Deus em uma guerra
Ninguém está rindo de Deus quando está passando fome, frio ou é muito pobre

Ninguém ri de Deus quando o médico liga depois de alguns exames de rotina
Ninguém está rindo de Deus quando ficou muito tarde
E o seu filho ainda não voltou da festa
Ninguém ri de Deus quando seu avião começa a tremer incontrolavelmente
Ninguém está rindo de Deus quando vê a pessoa que ama
De mãos dadas com alguém e espera estar enganado

Ninguém ri de Deus, quando a polícia bate em sua porta
E diz "Temos más notícias, senhor!"
Ninguém está rindo de Deus quando há fome, incêndio ou inundação

Mas Deus pode ser engraçado
Em um coquetel, quando se ouve uma boa piada sobre Ele
Ou quando os loucos dizem que "Ele nos odeia"
E ficam tão vermelhos que parece que vão se engasgar

Deus pode ser engraçado
Quando lhe é dito que ele lhe dará dinheiro se você ora do jeito certo
E quando é apresentado como um gênio que faz magia como Houdini
Ou concede desejos como o Grilo Falante e Papai Noel
Deus pode ser tão divertido
Ha ha
Ha ha

Ninguém ri de Deus em um hospital
Ninguém ri de Deus em uma guerra
Ninguém está rindo de Deus perdeu tudo que tinha
E não sabe por quê

Ninguém ri de Deus no dia em que percebe que a última visão que terá
são dois olhos cheios de ódio
Ninguém está rindo de Deus quando está dizendo adeus

Mas Deus pode ser engraçado
Em um coquetel, quando se ouve uma boa piada sobre Ele
Ou quando os loucos dizem que "Ele nos odeia"
E ficam tão vermelhos que parece que vão se engasgar

Deus pode ser engraçado
Quando lhe é dito que ele lhe dará dinheiro se você ora do jeito certo
E quando é apresentado como um gênio que faz magia como Houdini
Ou concede desejos como o Grilo Falante e Papai Noel
Deus pode ser tão divertido

Ninguém ri de Deus em um hospital / Ninguém ri de Deus em uma guerra (3x)
Ninguém está rindo de Deus quando está passando fome, frio ou é muito pobre

Ninguém está rindo de Deus (4x)
Estamos todos rindo com Deus



Em Não Obrigado, divulgação Genizah

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Homenagem aos Pais

Aconteceu na Igreja Casa da Bênção do bairro Anchieta um culto especial em homenagem ao dia dos pais. Houve um mover especial do Espírito Santo sobre a vida de todos, especialmente sobre a vida dos papais que se emocionaram bastante e foram ministrados de uma maneira extraordinária. O Culto foi marcado por muita adoração, apresentações, e o Pr. Guimarães trouxe  uma palavra amiga especial para os pais. Houve sorteio de brindes entre os pais que se fizeram  e, logo após o culto, houve um coquitel para todos os presentes.