Texto Base: Lucas 16.19-31
O texto em epígrafe
trata-se de um texto fortemente apologético e afirmativo sobre a existência do
inferno, bem como o destino eterno diferente das pessoas após à morte física.
È apologético pois joga por terra doutrinas
equivocadas das seitas acerca do destino eterno. Por exemplo, desmantela a
doutrina do sono da alma, onde algumas religiões afirmam que após a morte a
alma entra em estado de repouso só despertando para o juízo final. Ao contrário,
neste texto Jesus afirma categoricamente que após a morte todos os sentidos
humanos estavam ativos, sentiu sede, calor, olhou, clamou etc, ou seja, a sua
consciência estava plenamente ativada.
Desautoriza também
a doutrina da reencarnação, uma vez que o mestre é incisivo sobre a
impossibilidade de alguém voltar daquele lugar para o mundo dos viventes. Outra
doutrina que não subsiste diante deste texto é a doutrina do purgatório, um
meio termo entre céu e inferno, pois está bem claro a existência de apenas dois
lugares, o seio de abraão – Céu, e o hades – lugar de tormento ou inferno. Céu
e inferno, apenas.
Mas o que mais me
impressiona é que no inferno, ao contrário do que se imagina, é um local de
muita oração, súplicas, arrependimento e despertamento espiritual, todavia,
serão manifestações tardias, sem efeito algum. Vejamos:
Abriu a visão
espiritual. A Bíblia nos informa que no inferno o rico levantou os olhos, ou
seja, teve a sua visão espiritual ampliada, reconheceu a sua real condição
espiritual, embora fosse rico materialmente falando, não passava de um pobre
miserável no tocante as coisas espirituais.
Lugar de clamor e
súplicas. Naquele lugar de tormentas ele abriu a sua boca e clamou, até chamou
Deus de pai e foi chamado de filho, mas já era tarde demais. Imagine alguém que
levava uma vida de prazeres e baladas nunca tinha tirado um tempo para orar,
agora clamava e orava fervorosamente, que pena, tarde demais!
Despertamento
Missionário.
Observe-se que no
inferno aquele homem até orou para Deus enviar pregadores, o seu desejo
missionário foi despertado. Havia nele uma preocupação com a salvação das almas
e propagação do reino de Deus.
Clamor e interseção
pela família.
Imagine alguém que
nunca teve tempo ou se preocupou com a família, gastou o seu tempo em farras e
orgias, agora demonstra preocupação com a mesma. Pede até mesmo para Deus
levantar alguém para pregar para os seus familiares, preocupa-se
desesperadamente com a salvação dos seus. Note que em nenhum momento ele pede
para que Deus prospere os seus, não manifesta nenhuma preocupação com a divisão
da sua herança material etc, mas clama e intercede pela salvação da família.
Caro leitor, quanto
a este pobre condenado nada resta a ser
feito, todavia, o seu tormento, serve pelo menos de exemplo para nós que
estamos vivos para valorizarmos as oportunidades que temos hoje de fazer algo
para Deus e investirmos o nosso tempo e talentos em prol do reino de Deus.
Serve de alerta para mim e você, pois estamos vivos e podemos fazer muitas
coisas para Deus nesse tempo que se chama hoje. Lembre-se é tempo de orar,
chamar Deus de pai, ampliar a visão, alcançar almas, preocupar e interceder
pela família etc.
É tempo!
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